MEDO

Há quem não pegue elevador nem que tenha que subir vários andares pela escada, outros entram em desespero assim que vêem uma barata rastejando pelo chão, existem ainda aqueles que preferem passar horas dentro de um ônibus a ter que sentar na poltrona e decolar em um avião. Apesar de muitas vezes causarem desconforto, taquicardia, suores no corpo e uma tremenda sensação de insegurança, acreditem, sentir medo é fundamental para o ser humano.
Pois é, o Medo está presente no nosso dia a dia, no mundo de hoje, é muito fácil ter medo, seja de chegar em casa tarde, no receio de ser assaltado, seja pelo fato de ficar desempregado, ou até de não passar no vestibular, o medo de fracassar, de decepcionar, e até os mais simples, como medo do escuro, medo de barata (Esse é um dos campeões), mas porque o medo é um sentimento tão forte?
Para entender o medo é preciso primeiro que passemos por ele, mas é difícil enfrentar nossos medos, um exemplo básico é o medo de voar, todos nós podemos nos fazer de indiferentes ao fato mas a verdade é que, quando o piloto diz da cabine:
-Atenção senhores passageiros, estamos decolando...
Não existe um ser humano comum que não se sinta aflito, seja por um segundo, e o interessante é que tem gente que voa todos os dias e sempre dá a sensação de primeira vez, uma explicação dos cientistas sobre o medo é que, quando nos sentimos recuados por qualquer situação que nos dê medo, o cérebro libera duas substâncias muito poderosas, a noripinefrina, e a adrenalina essa última funciona como um catalizador, para que não saiamos do controle diante dessas situações, o problema é que para alguns indivíduos, a liberação de noripinefrina é maior do que outras, o que torna o medo uma coisa ainda maior...O PÂNICO!
Existem áreas específicas no cérebro para também específicos tipos de medo, ou as chamadas FOBIAS:
O que é?
Anteriormente denominada fobia simples a fobia específica é o medo persistente e recorrente a um determinado objeto ou circunstância que desencadeia uma forte reação de ansiedade, sempre que apresentado ao paciente fóbico.
Diagnóstico
Os critérios para realização do diagnóstico exigem as seguintes condições:
um objeto claramente identificável (nos demais transtornos fóbicos e ansiosos nem sempre o objeto é claramente identificável). Este objeto sempre que apresentado desencadeia uma forte reação de medo, ansiedade ou mal estar no paciente, podendo chegar a uma crise semelhante a crise de pânico. Os adultos e adolescentes reconhecem que esse medo é exagerado, mas as crianças não necessariamente. Pelo critério norte americano o diagnóstico só pode ser dado quando o objeto fóbico interfere na rotina do indivíduo.
Características
As fobias, em geral, caracterizam-se pela ausência de motivo para despertar o medo constatado, ou por ser o medo exagerado diante do objeto fóbico. As pessoas com fobia específica não apresentam uma história de traumas, injúrias ou ameaças decorrentes da exposição aos objetos mais comuns da fobia específica. Se isso acontecesse seria necessário diferenciar a fobia específica do estresse pós-traumático. Na maioria das vezes as pessoas com uma fobia específica não são afetadas em sua rotina porque o objeto fóbico não faz parte dela. Quando faz parte torna-se indicado o tratamento.
Há situações nas quais o objeto fóbico é o mesmo da agorafobia. A diferença entre essas duas formas de fobia baseia-se no que o paciente pensa. Na fobia há uma forte reação contrária ao objeto, sendo o objeto afastado, a ansiedade some. Na agorafobia o medo é da dificuldade de sair de onde esteja caso passe mal, o que não acontece na fobia específica. Essa diferenciação é importante porque a fobia específica é um problema isolado, já a agorafobia dificilmente vem sozinha, geralmente antecede, vem junto ou depois de um quadro depressivo ou de pânico.
Esse transtorno geralmente é identificado na infância ou mesmo na idade adulta. É um problema um pouco mais freqüente nas mulheres e apesar de eventualmente levar a desmaios isso não significa nada especialmente grave.
A fobia específica é um transtorno pouco estudado pelo baixo comprometimento que geralmente representa.

1 Comments:
Medo!! Já fui muito medrosa, já tive pavor de baratas, de fantasmas, cemitério, hospitais, da Cuca, do homem do saco... rss. Mas hj já não mais, tive de certa forma enfrentar esses medos, cemitério, hospitais fui praticamente obrigada pela situação que passei a 6/7 anos, barata? agora morando sozinha tive que enfrenta-la já não tem mamãe pra mata-las...rsss cuca e homem do saco... afff não existem!!! acho que a partir do momento que vem a maturidade vc se vê obrigada a enfrenta seus proprio medos para seguir adiante. Hj esses são diferentes e acho que normais diante da situação que me vejo em um pais como o nosso, medo do desemprego, medo de passar necessidades, medo de adoecer... agora são medos de adulto, né?
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